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O magusto e o baile da saudade

O magusto e o baile da saudade

Como é tradição, a Direção do nosso Lar, resolveu organizar a festa do magusto, este ano, marcada prudentemente para sexta feira, dia 10 de novembro, a fim de não coincidir com os dias de descanso semanal. É uma festa popular, bem conhecida de todos, ligada a uma lenda de S. Martinho de Tours, soldado romano que, num passeio a cavalo, debaixo de uma tempestade, encontrou um mendigo cheio de frio e molhado; não tendo mais nada para lhe dar, cortou o seu manto a meio com a espada, e ofereceu metade ao mendigo para se proteger da chuva e do frio. Logo a seguir, por milagre, brilhou um sol radiante. É o que hoje designamos por “verão de S. Martinho” quando brilha o sol nesta época do ano. Esta festa é celebrada com música, dança, castanhas assadas e vinho. Assim foi a nossa, que teve início às 15 horas, com a presença de um grupo de utentes do Centro Social Paroquial de Turquel como convidados.

O jovem Henrique Costa, hábil tocador de concertina, que amavelmente, ofereceu a sua colaboração para a nossa festa, abriu o espetáculo com uma música muito popular do vasto repertório, que trazia consigo; recebeu palmas, tocou a segunda com palmas também, mas a pista de dança continuava vazia, apesar dos esforços da Animadora e da Lita que do meio da pista, com mímica e palavras de incitamento convidaram os utentes a dançar. Só à terceira música conseguiram levar à pista de baile os primeiros pares, ainda com alguma timidez, mas, com o auxílio das funcionárias disponíveis que, mesmo a dançar, estão sempre prontas a ajudar os que mais precisam, a festa animou-se. Apareceu também a Dra. Rafaela e a Dra. Maria Filomena, que com seu entusiasmo habitual, imprimiram ainda mais animação à festa. O tocador de concertina não dava intervalos e a pista ia ficando cada vez mais cheia, mantendo-se assim até à última música que o tocador decidiu acompanhar cantando, exibindo a sua voz de tenor, pelo que foi muito aplaudido. Para ele fica uma palavra de gratidão.
Terminada a festa, fomos todos encaminhados para o refeitório e aí nos foi servido um lanche melhorado, onde não faltaram as castanhas, bem saborosas e quentinhas, que tinham sido assadas no átrio, pelo voluntário Luís Marques que amavelmente se disponibilizou para o efeito, enquanto na sala decorria a festa.
Gratos pela sua disponibilidade.
Para a Direção do Lar que promoveu esta festa tão divertida quanto desejável, o nosso MUITO OBRIGADO.
(Matias Alexandre, 97 anos)

Data da notícia: 10 Novembro 2023